segunda-feira, 14 de junho de 2010

Destruição criadora

Pressinto a perda de minhas motivações;

Percebo pelos sentidos minha enxaqueca.



Contudo teimo em dizer que sou independente

E insisto não por orgulho, mas por amor próprio.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Entrelinhas


Muito se fala sobre a influência ideológica do capitalismo no nosso dia-a-dia. Outro dia, li num artigo uma possível relação desta natureza. O meio de comunicação da vez era o gibi, mais precisamente histórias do Donald e Tio Patinhas. No artigo, Danton falava sobre a obra de Dorfman e Mattelart, “Para Ler o Pato Donald”.



1. Quanto às relações

Não há nenhum vínculo familiar direto nas histórias do Pato Donald e amigos. Trata-se de histórias entre tios, primos, sobrinhos etc.
Os personagens são movidos apenas pela ambição do dinheiro, sem relações de amizade desinteressada. O amor de Margarida, por exemplo, é baseado em relações de interesse (quase sempre financeiro), conforme o seguinte trecho:

Margarida: se você me ensina a patinar esta tarde, darei uma coisa que você sempre desejou.
Donald: Quer dizer... ?
Margarida: Sim... A minha moeda de 1872.
Sobrinho: Uau! Completaria nossa coleção de moedas, Tio Donald!

No mundo de Disney, ser mais rico ou mais belo dá imediatamente o direito de mandar nos outros.

2. Metáforas

Patópolis representa os EUA e todos os povos não-americanos são não-civilizados, ou seja, representam o terceiro mundo. É muito fácil ludibriá-los com quinquilharias.
            Dentre as diversas morais da história, uma clássica:
“Numa aventura Donald parte para Congólia. Lá os negócios do Tio Patinhas estão sendo prejudicados porque o rei proibiu seus súditos de se darem presentes de Natal, pois todo o dinheiro deve lhe ser entregue. Ao chegar do avião, o pato é tomado por um Deus e acaba destronando o rei. Sua primeira ação é ordenar que todos comprem presentes para suas famílias. Quando os armazéns de Tio Patinhas estão vazios, Donald devolve a coroa do rei, agora mais sábio do que antes. O governante aprendeu que, para se manter no poder, precisa se aliar ao capitalismo internacional”.

3. Analogias

A luta de classe é ridicularizada, conforme a história em que um grupo de hippies está fazendo uma manifestação contra a guerra: quando Donald oferece uma limonada de graça, a passeata se desfaz imediatamente.
Donald é em várias histórias massacrado pelo Tio Patinhas, no entanto ele não se rebela. Não o faz porque tem esperança de um dia herdar a riqueza do Tio. Assim como a América latina tem esperança de se tornar um dia um país desenvolvido.

4. Controvérsias

Algumas pessoas acusaram Dorfman e Mattelart de alterarem o conteúdo de algumas das falas, conforme o conveniente em sua argumentação.
Além disso, não sabemos até que ponto essa ideologia tenha tido origem “capitalista”, visto que, aparentemente, o conteúdo ideológico de direita vinha do desenhista, Carl Barks, não do patrão. Barks odiava Marx.


Por que embutir de ideologias desenhos animados e gibis? Provavelmente para atuar como agentes do imperialismo norte-americano – segundo Dorfman e Mattelart -, ao anular a vocação revolucionária que existe em toda criança, e, deste modo, tirá-las do caminho rumo ao Socialismo.
Exagero ou não, o interessante é que, com este exemplo, ampliemos nossa percepção sobre o porquê das coisas. Não aceite nada sem reflexão e crítica.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amor Perfeito

Sinto muita coisa por você,
Mas sinto muito.
Quero conhecer-te sem saber de nada; 
Acariciar-te, esnobá-la;
Viver para sempre contigo e nunca mais te ver.

 


Eu te amo, mas também te odeio.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Memórias de um Brás



 “Celebro sua participação em minha vida, meu passado. Faço-o não com o intuito de revivê-lo, pois celebro também o meu futuro. Faço-o em nome de novas experiências no mínimo tão felizes quanto àquelas, de outrora. Experiências menos egoístas, com Amor que transcende a carne.  Sem subversão, apresento-lhe a Amizade”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Antes de Cristo (a.C.)


Bela orientação
Do oriente
E camuflagem em sua sistemática
Satisfação.

Em meio ao verde tensão,
Calmaria nervosa
(Sigilo precedente à movimentação violenta)
Transpirada por amável ser.

Por favor, SEJA.

domingo, 9 de maio de 2010

Espírito Empírico

 
De certo modo é bom estar só:
Livre, veloz, de voz ativa.
Não me acomodo, estou melhor:
Nem tão fácil me cativas.
Olho para todos os lados,
Não encurto minha visão.

Dissimulação paira no ar,
Consigo até sentir o cheiro.
Como um bom ser mutável,
A virtude corre pelo bueiro.
Exprimindo a sensibilidade,
Percebo o mundo cão.

Essa essência é irônica,
Escalete, eu, espírito.
Descanso com contradição,
Além do mais sou empírico.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nowadays

O paradigma mudou:



Recebo uma flor

E ela não mais espera,




Também busca o amor.