quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Impostura


Finjo que não existes: 

Não te ligo, 
Não te desejo,
Sequer me lembro de ti.

Contudo teimas e
          Apareces em sonhos meus,
                                      Escorre a lágrima.


Por que me enganas enquanto durmo,
E não te ludibrio enquanto acordado?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Reino de Granada


Touro, pra tanger como eu faria,
A la mouro.

Couro, antiga dinastia,
Vindouro.

Ouro, sinal que pressagia(,)
Mal agouro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Carta ao pedante




Olá homem, ser prepotente.


Agora que é doutor, acha que sabe tudo, que pode tudo.

Respondo ao senhor: tem coisa que só a natureza faz por você. Na praia, ouve-se o som do mar e da ventania que dele vem. Que música é essa que nos faz acalmar, tanto?! Não tem instrumento musical que reproduza aquilo com tamanha perfeição. Digo mais, conforme meu avô: reúna os melhores cientistas do mundo e mande que reproduzam um caroço de feijão, de modo artificial.

Depois converse comigo, Deus.

Aquele abraço,


Um reles mortal.

domingo, 19 de junho de 2011



O tempo passa.

O pavio está cada vez mais curto.

A bomba vai explodir.

A rua não tem saída.

Fim de salário.

Desespero que nem droga “dá jeito”.

Afogamento em lágrimas.

Eterna enxaqueca.

Solução, só na próxima vida.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sano




                            Luzia,               de                              louco    nada.
        Só                                                lucidez,
                                           Por                           lapso,                          talvez(.)
                Prisioneiro.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vento na varanda


Isso que é vida,
Nesta varanda.
O vento vem 
E se vira e
Volta na cauda do vento.

Vôo de pensamento.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Motivação



 Maldito cais que me faz
Pensar nos amores,
Dolores outras.

Que me faz sentir que estou vivo,
Do sofrimento e do
Prazer.

Uns nascem para sofrer,
Razão de vida.