sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aroma

Perfume.
Embriaguez exclusiva
D’uma multidão contida em mim.

E ssência surreal,
Incomum e outros milhares de adjetivos.

Embebeda-me com teu cheiro,
Nada por dinheiro,
De modo reativo, imoral,
Só(,) afim.
Cume.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Por um triz



Um beijo em câmera lenta,
Transportado pelo vento (quando venta).

Beijo de olhar sereno e
Lábios felizes,
Fulminante de alegria,
Simbologia.

O canto da iara,
O beijo de tristeza,
De imaginação,
Utopia.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dessorriso de Cheshire



Quanta mín-
gua lua minguan-
te, quanta mágoa.

Seja a lua crescen-
te para encher-se ain-
da enquanto nova, como nunca.

Nem balsâmica, nem gibosa, tão fi-
na quanto a unha que arranha a minha nuca.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Impostura


Finjo que não existes: 

Não te ligo, 
Não te desejo,
Sequer me lembro de ti.

Contudo teimas e
          Apareces em sonhos meus,
                                      Escorre a lágrima.


Por que me enganas enquanto durmo,
E não te ludibrio enquanto acordado?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Reino de Granada


Touro, pra tanger como eu faria,
A la mouro.

Couro, antiga dinastia,
Vindouro.

Ouro, sinal que pressagia(,)
Mal agouro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Carta ao pedante




Olá homem, ser prepotente.


Agora que é doutor, acha que sabe tudo, que pode tudo.

Respondo ao senhor: tem coisa que só a natureza faz por você. Na praia, ouve-se o som do mar e da ventania que dele vem. Que música é essa que nos faz acalmar, tanto?! Não tem instrumento musical que reproduza aquilo com tamanha perfeição. Digo mais, conforme meu avô: reúna os melhores cientistas do mundo e mande que reproduzam um caroço de feijão, de modo artificial.

Depois converse comigo, Deus.

Aquele abraço,


Um reles mortal.

domingo, 19 de junho de 2011



O tempo passa.

O pavio está cada vez mais curto.

A bomba vai explodir.

A rua não tem saída.

Fim de salário.

Desespero que nem droga “dá jeito”.

Afogamento em lágrimas.

Eterna enxaqueca.

Solução, só na próxima vida.