quinta-feira, 28 de maio de 2015

O bem é maior




Veja você, que tanto me falta, faz falta.
Agora de partida, vague pouco por aí, por ali, 
mas fique no fim das contas.
O bem é maior, a paciência contorna e aguarda 
a boa vinda, a boa chegada, você. 
Disso também se faz o amor: 
faltas, overdoses, idas e vindas.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Caos

Esqueçam os protocolos,
       ordem 
e lugares
                    para as coisas.


Trabalhem no ritmo dos ventos,
ignorando completamente o caos,

o cochilo da obsessão ordinal.


A paisagem não é contemplada,
é preciso destruir
ponto a ponto,
          método por método,
                       questão por questão. 


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Lembrança grata

Que é que há velhinho? Não lembra, não liga, não fala. Nem me vem com Alzheimer, o que falta é falta; nem me vem com desculpas, o que sobra é sobra; eu quem vou levando a vida, o que sinto é saudade.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Estático

Nem hoje nem nunca, sem peripécia. Inércia.
Boia-se no pântano - sem livro, sem violão -,
só cama, só(fá), só (rede).

Sem outras necessidades,  almejam-se o descanso,
o sono e o silêncio do útero aplacentado,
o placebo. Não me acorde tão cedo.

Suscetível

É corpo, que age, sua, cansa, descansa, estica, contrai;
alonga, aquece, reclama, desobedece; 
afrouxa.

Que

Hoje não posso, tenho que; amanhã também não.
Quando eu puder, que não seja tarde demais.

Qualquer coisa

O que você faria para vê-la novamente?